Policiais e bombeiros protestam contra pacote de reformas do governo

  • 06/12/2019
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Policiais e bombeiros protestam contra pacote de reformas do governo

Por Cristine Gallisa, RBS TV 05/12/2019 19h56 Atualizado há 3 horas

Servidores da segurança pública pedem a retirada do projeto da Assembleia Legislativa. Principais críticas recaem sobre a contribuição da Previdência.

Servidores da área de segurança pública do estado protestaram, ao longo desta quinta-feira (5), em Porto Alegre, contra o pacote de medidas do governo que visa mexer nas carreiras dos servidores. As manifestações reuniram policiais militares e bombeiros, aposentados e também da ativa, para fazer uma série de reivindicações.A apresentação da tabela de subsídios que está aquém do hoje existente dos servidores, a promoção para a reserva que está também assegurada na lei federal, e também estamos discutindo as alíquotas que hoje o governo quer atribuir aqui no estado e é da competência da União", cita José Clemente Corrêa, presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho.

"Todos os militares do Brasil, militares federais, pagaram a mesma alíquota. Compete à União, e o governo aqui encaminha uma alíquota superior à atual. Isso vai contrariando a própria norma federal, essa é a nossa contrariedade. Não entrando no mérito, mas, sim, na questão constitucional", acrescenta Ubirajara Ramos, presidente da Associação de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul.

A concentração começou no Centro da Capital, próximo ao quartel onde fica o comando da Brigada Militar. A manifestação aumentou com a chegada de caravanas de policiais do interior do estado.

Eles saíram em caminhada pelo Centro, e foram recebidos pelo comandante geral.

Depois, a caminhada seguiu até o Palácio Piratini, sede do governo, onde policiais e bombeiros fizeram um minuto de silêncio em homenagem a colegas mortos no trabalho. O ato passou a contar com a participação de deputados contrários às medidas do governo.

Bombeiros e policiais militares também criticam outros pontos do pacote do governo. Veja alguns:

  • A remuneração passa a ser paga pelo sistema de subsídio estabelecido em uma tabela pré-definida
  • Os valores começam pelo soldado de nível três (R$ 4.689,23) e chegam ao comandante-geral e ao coronel (R$ 27.919,16)
  • O risco de vida dos militares passa a ser calculado sobre o salário-base
  • Fim das gratificações
  • Fim dos adicionais por tempo de serviço
  • Pagamento de horas extras passa a ser opcional, podendo ser substituído porSe os projetos continuarem na pauta e o governo mantiver o regime de urgência, a votação deve acontecer entre os dias 17 e 19 de dezembro. Depois, a Assembleia entra em recesso.

  • Já a proposta de emenda constitucional que altera as regras da Previdência deve ficar para janeiro, porque precisa ser votada em dois turnos.
  • Porto Alegre

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